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SOBRE DISGRAFIA

Desde os primórdios da humanidade o homem buscou se comunicar: no iníciodisgrafia através da mímica e da imitação e posteriormente com o desenvolvimento da fala, ele foi encontrando maneiras de se expressar, transmitir informações e conhecimentos. Conforme a comunicação e seus meios foram se organizando, surgiu a necessidade de registrar essas informações de forma que elas pudessem ser passadas para gerações futuras. Assim, o homem foi construindo, progressivamente, sistemas de representação, inicialmente através de desenhos e pinturas que foram sendo desenvolvidos, padronizados e refinados.

Desde então a linguagem escrita possui grande importância, pois permite que o indivíduo se comunique sem a presença do interlocutor e garante que as ideias e informações fiquem registradas e possam ser passadas para outras pessoas e gerações. Além dessa função cultural, a escrita também exerce relevante papel social e político e é uma capacidade de grande valor na sociedade atual.

Para cada indivíduo, a linguagem escrita se desenvolve através de um processo de ensino/aprendizagem complexo, que depende de inúmeras variáveis para o seu desenvolvimento adequado. Dentre essas, podemos citar: meio sócio-cultural no qual a criança está inserida; método pedagógico utilizado pela escola/professor; motivação da criança para aprender e integridade orgânica. Problemas em quaisquer umas dessas variáveis podem desencadear uma perturbação na aprendizagem e desenvolvimento da habilidade de escrever. Uma perturbação importante a ser citada, pois costuma gerar muitas dúvidas e preocupações nos pais, é um distúrbio específico da escrita, conhecido como DISGRAFIA.

Disgrafia é um desvio de forma, caracterizado por uma alteração no formato, direção e sentido do grafema (letras), que compromete a inteligibilidade daquilo que é escrito. Os indivíduos com disgrafia apresentam uma produção gráfica com qualidade muito inferior ao seu nível intelectual.

Dentre as causas da disgrafia, estão associadas: alterações no desenvolvimento da motricidade ampla e fina; problemas de compreensão do esquema corporal e lateralidade; dificuldade nas habilidades de organização temporal e espacial e na capacidade visomotora – o que qualifica a disgrafia como um transtorno funcional, com origem em alterações motoras.

As principais características da disgrafia são:

  • Escrita em linhas ascendentes ou descendentes (a pessoa “sobe ou desce” morro ao escrever), até mesmo em folhas com linhas.
  • Espaço irregular entre as palavras – algumas vezes um espaço muito grande, em outros momentos faz aglutinação de letras e palavras.
  • Irregularidade de dimensão das letras – pode ocorrer uma variação inadequada no tamanho das letras, principalmente em palavras compridas.
  • Má formas – letras deformadas e pouco estéticas, prejudicando a leitura das mesmas.
  • Traçado muito forte ou muito fraco das letras.

É importante que pais e professores estejam atentos a esses sinais, pois mesmo contendo elementos que a diferencia de outras dificuldades e transtornos, a disgrafia não é algo que se perceba e se distinga com facilidade dentro do ambiente escolar. Devido à falta de conhecimento, muitas vezes ela é confundida até com preguiça e falta de vontade de escrever por parte da criança. Dessa forma, notando que o aluno/filho apresenta as características descritas acima, é importante realizar o seu encaminhamento o quanto antes para uma esquipe especializada, que poderá realizar o diagnóstico adequado.

O prognóstico será melhor, se mais cedo for iniciada a intervenção terapêutica, que terá como objetivo desenvolver estratégias que auxiliem o indivíduo a superar as suas dificuldades.

Por  Tatiana e Souza de Almeida

 Fonoaudióloga

CRFª 6 – 7276

 

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